Auditório da Casa Municipal com lotação esgotada neste dia.

No passado dia 01 de dezembro o auditório da Casa Municipal da Cultura tornou-se pequeno para a audiência que se deslocou aqui a fim de assistir à peça de teatro “Auto da Barco do Inferno” de Gil Vicente, encenada pela Companhia de Teatro Filandorra – Teatro do Nordeste.

 

Trata-se de uma peça que constitui uma alegoria da sociedade seiscentista, com os seus vícios e pecados, abrangendo todas as camadas sociais. Como plataforma cénica, e evocando um sentido pós-moderno da encenação, utiliza-se como metáfora de “que no ponto que acabamos de espirar, chegamos subitamente a um rio, o qual per força havemos de passar em um de “dous batés” que naquele porto estão”, uma estrada dos dias de hoje (IP4), que tanto pode simbolizar o percurso para a vida ou o percurso para a morte. Respeitando fielmente o texto original, a galeria de personagens vicentinas é atualizado no espaço e no tempo modernos, viajando ao som de ícones musicais da atualidade e desfilando sob guarda-roupa vistosamente contemporâneo.