Congresso possibilitou alicerçar nas áreas da cultura e do património algumas parcerias entre os municípios de Foz Côa e Mêda.

 

Nos dias 7, 8, 9 e 10 de Novembro, realizou-se o I Congresso de Património e Arqueologia do Douro Superior e Baixo Côa. A sessão de abertura decorreu dia 7 de Novembro, no Auditório Municipal de Vila Nova de Foz Côa e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, Eng. Gustavo Duarte, do Presidente da Câmara Municipal de Mêda, Prof. Anselmo Sousa, do Prof. António Sá Coixão, Presidente da ACDR de Freixo de Numão, do Prof. Jorge Silva, Director do Agrupamento Vertical de escolas do Concelho de Foz Côa, e do Dr. Martinho Batista, presidente do Parque Arqueológico do Vale do Côa. Esta iniciativa teve lugar no Concelho de Vila Nova de Foz Côa e no Concelho de Mêda e contou com a organização do Museu da Casa Grande de Freixo de Numão.

Nos dias 7 e 8, forma abordados variadíssimos temas, entre os quais podemos destacar, “Um território de Áreas Classificadas”, por Alexandra Cerveira Lima, arqueóloga, com João Nunes e Sílvia Mourão, vigilantes da natureza do INCF, Parque Natural do Douro Internacional a coadjuvá-la. A apresentação da“ Importância das Pinturas Barrocas da Igreja Matriz e Vila Nova de Foz Côa”, esteve a cargo do Prof. José Ribeiro, e os “RITUAIS E CULTOS DA MORTE – DA PRÉ-HISTÓRIA À HISTÓRIA” pelo prof. António Sá Coixão.

A Dra. Sandra Naldinho por sua vez, salientou as “Simbologias do Culto Sagrado (Edificado e Pictórico) no Concelho de Foz Côa” . A exposição “CASTANHEIRO DO VENTO – 15 ANOS DE INVESTIGAÇÃO ARQUEOLÓGICA”, esteve a cargo de João Muralha Cardoso.

O vasto número de oradores conferiu qualidade e originalidade ao congresso. Para além dos enumerados anteriormente, participaram na apresentação dos seus projectos, o “O Carril Mourisco: à descoberta do património entre o planalto mirandês e Barca de Alva”, por Alexandra Cerveira Lima e Paulo Amaral; “Algumas notas sobre o povoamento romano nos territórios que se estendem a norte e a sul do Douro”, por Pedro C. Carvalho; “Últimos resultados sobre ocupações paleolíticas do Vale do Côa: dados preliminares dos trabalhos arqueológicos de 2014 no sítio da Cardina” por Thierry Aubry; António Fernando Barbosa, Cristina Gameiro, Luís Luís, Henrique Matias, André Tomás Santos e Marcelo Silvestre.

Nos dias 8 e 9, o concelho da Mêda, acolheu os participantes do congresso, junto à Igreja matriz da Freguesia da Coriscada, para uma visita guiada ao sítio Arqueológico do Vale do Mouro. Aí, algumas interpretações foram feitas por Sá Coixão, Tony Silvino, Pedro Pereira, Damien Tourgon, Vincent Rault, Thierry Argant, Laudine Robin, Rodolphe Nicot e Mélissa Légier .Virgílio Hipólito Correia – tece algumas considerações sobre “Algumas observações sobre a arqueologia e a arquitectura de Vale do Mouro” e é lançado na sede da Junta de Freguesia de Ranhados o livro “A Arte Rupestre do Castro de S. Jurge”, seguido de uma visita ao referido Castro de S. Jurge

Durante a tarde de Domingo para além do lançamento do livro, dissertaram Pedro Pereira, João Mendes Rosa e Armando Coelho Silva. Pedro Pereira – “O papel do vinho na economia das explorações agrícolas durienses durante do período romano; João Mendes Rosa – “O Vicus Romano na encosta meridional da Serra da Gardunha – balanço de sete campanhas de escavação arqueológica”; Armando Coelho Ferreira da Silva – ”Notas sobre a Proto-história da Beira Interior: Território e Interculturalidade”.

No último dia de trabalhos e contando com a presença do vereador da Cultura da Camara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, Dr. João Paulo Sousa, na Casa Municipal da Cultura de Mêda, Marisa Pego – “Património Cultural da Barreira – Nossa Senhora dos Milagres”; Paulo Simão, Mário Murça e Sandra Naldinho – “Símbolos do Sagrado na área do concelho de Mêda”, Sá Coixão – “Património Arqueológico do Concelho de Mêda” e Alexandra Cerveira Lima – “Entre o Côa, o Águeda e o Douro Internacional: um Território de Áreas Protegidas”, também com João Nunes e Sílvia Mourão, vigilantes da natureza do INCF, Parque Natural do Douro Internacional a coadjuvá-la, preencheram o momento cultural e educativo perante uma plateia essencialmente estudantil.

O I Congresso de Património e Arqueologia do Douro Superior e Baixo Côa, possibilitou alicerçar nas áreas da cultura e do património algumas parcerias extremamente importantes entre os municípios de Foz Côa e Mêda.