Pinturas rupestres e outros achados
mostram que a região terá sido povoada a partir de finais do Paleolítico,
havendo vestígios dolménicos em Aveloso, Longroiva, Prova e Ranhados, sendo o
documento pré-histórico mais importante a estátua-menir de Longroiva,
confirmando a ancestralidade das Terras de Mêda.
Dos povos da época castreja que
viveram nas imediações desta vila salientam-se os Aravos, na zona de Marialva,
os Longobritas, em Longroiva, e os Meidubrigenses, na Meda.
Os Romanos foram aqueles que mais
exerceram aqui o fenómeno de aculturação. As calçadas, as pontes, as placas
tumulares, os marcos milenários, as moedas, as aras votivas, as villae e
os vicus e as civitas por eles construídas testemunham bem o seu
esforço de nos romanizar, testemunhos da ligação com Roma, especialmente nas
épocas dos césares Trajano e Hadriano.
Seguiram-se os povos «Bárbaros», os
Suevos e Visigodos. Os Árabes, também aqui se fixaram até 1065, data em que
Fernando Magno, Rei de Leão e Castela, conquistou a região.
A actual vila de Mêda desenvolveu-se
com a reconquista cristã do território e o estabelecimento, nos começos do séc.
XII, dum ermitério beneditino situado no local da igreja Matriz, perto do Morro
do Castelo.
Durante a Idade Média, a Meda era um
povoado de dimensão reduzida, contrastando com as vilas vizinhas que hoje
integram este concelho: Marialva, Ranhados, Longroiva e Casteição. Esta vila era
um cenóbio beneditino, situado no sopé de um morro granítico que assinalava a
presença cristã e o direito ao celeiro.
Na reconquista cristã das Terras de
Mêda, protagonizada por Fernando Magno em 1063, foram preciosos auxiliares os
castelos do concelho da Mêda. Os pelourinhos e forais velhos e quinhentistas
simbolizam a autonomia municipal e testemunham as alterações administrativas, o
rei D. Manuel I outorgou o foral à vila de Mêda em 1519. O concelho na sua
actual configuração tem cerca de 154 anos, foi reconstruído após a reforma do
liberalismo. A criação do município é, assim, anterior ao séc. XVI. Constituído
inicialmente por uma única freguesia, o concelho foi beneficiado por decretos
sucessivos que nele integraram as freguesias actuais, sendo as mais populosas
Mêda, Barreira, Rabaçal, Marialva, Coriscada e Aveloso.
Todavia, já em 1872, Meda
apresentava-se como cabeça de Câmara, com efeitos administrativos, fiscais,
judiciais e eclesiásticos, e a sua posição sai reforçada com a decisão judicial
de Barjona de Freitas.
Até aí, várias alterações
decorreram: Os concelhos do Aveloso, Casteição, Longroiva e Ranhados foram
extintos por Decreto de 6 de Novembro de 1836. Marialva apenas foi extinto em
1852. A freguesia da Prova, que pertencia em 1855 ao concelho de Penedono, ficou
a pertencer ao de Mêda em 1872. A Mêda restaurou a sua comarca (poder judicial)
em 12 de Novembro de 1875; a partir de então, e até 1951, o dia 12 de Novembro
foi feriado municipal. Actualmente, o feriado municipal da Mêda ocorre em 11 de
Novembro (dia de S. Martinho) desde 1974, tendo em atenção a importância de que
se reveste a vinicultura para todo o concelho.
Mêda, até então
Vila, foi elevada a Cidade em 26 de Janeiro de 2005.