Notas
Históricas
Há notícias do
povoamento da Fonte Longa desde o período neolítico, face aos
vestígios encontrados dessa época, como os machados polidos. Foi
igualmente povoada no período da romanização, como o atestam
diversas moedas encontradas no seu aro. Pertenceu á Comenda da Ordem
de Cristo, que compreendia Longroiva, Meda, Muxagata, Santa Comba e
Fontelonga.
A Fonte Longa é um
povoado interessante, com o seu casario incrustado numa meia-encosta
que tira partido do sul. Abrigada dos frios do norte, nela se
produzem culturas próprias das terras quentes ou mediterrânicas,
como são a amendoeira, a oliveira e a vinha. Dos seus amendoais pode
dizer-se que eles se tornam o melhor cartaz das amendoeiras em flor
em todo o Concelho da Meda; dos olivais, que deles se consegue
extrair um dos mais finos azeites do Alto-Douro e das vinhas, que
estas, por se encontrarem na Região Demarcada do Douro, contribuem
poderosamente para a fama dos bons vinhos desta região, incluindo o
famoso "vinho fino, generoso ou do "Porto".
O Capelão da Casa
Real e Abade de Cedovim, nos finais do século XVIII, dizia que no
território da Fontelonga "se produz muito centeio, trigo, cevada,
milho, feijões, grãos, garrobas", sendo também abundantemente em
gado miúdo e caça. Tinha então 129 fogos e 223 almas, enquanto no
século anterior tinha apenas 100 fogos mas 400 almas. Porém, no ano
de 1900 a Fontelonga possuía no seu termo 161 fogos e 578 almas.
O património
arquitectónico e artístico desta freguesia merece também algumas
referências. Desde logo a sua Igreja Matriz, situada num belo largo,
com capela-mor e sacristia. Dedicada a Santa Maria Madalena, tem um
altar de estilo barroco e altares laterais dedicados a Nossa Senhora
do Rosário e ao Menino Deus. São, respectivamente, dos séculos XVII
e XVIII as imagens da Padroeira e de Santo António, ali se
encontrando uma cadeira paroquial que é da época de D. José I.
A capela de Nossa
Senhora de Belém, nas proximidades da povoação, está implantada em
aprazível lugar junto da EN 324. É de construção airosa, barroca, e
possui um altar da época de D. Maria I. Lá dentro se encontra a
piedosa e antiquíssima imagem de Nossa Senhora de Belém, que, ainda
não há muitos anos, motivava uma concorrida romagem anual na quadra
da Páscoa.
Nos últimos anos
a população da Fonte Longa passou a beneficiar de diversos
importantes melhoramentos que contribuem para a sua qualidade de
vida. Sem se falar de obras de abastecimento de água, de saneamento
e de calcetamento das suas ruas e largos, a sede da freguesia foi
electrificada em 1968, e num dos mandatos do Dr. João Mourato Leal
Pinto foi possível alargar igual benefício à Quinta da Canameira
(último lugar povoado do Concelho a ser electrificado). A
constituição da Associação de Municípios do Rio Torto, que integra o
concelho da Meda, veio permitir um desafogado abastecimento de água
às populações do Concelho, com o que a freguesia da Fonte Longa, bem
como as restantes freguesias do Concelho, viram eficazmente
resolvido um dos problemas que as afligia.
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